Bem, hoje não é um dia muito legal... Eu comecei o dia bem e ouvindo “gosto de te ver assim sorrindo”, “gosto quando você está bem”... Eu realmente estava bem, e como eu estava, pensando em mil coisas para se fazer hoje, mas, quando cheguei em casa algumas coisas foram caindo, e assim esta sendo o inicio dessa tarde...Se um dia eu for me despedir da vida e das pessoas que eu amo, gostaria de deixar algumas palavras:
Realmente a minha vida foi excelente, encontrei uma pessoa pessoa perfeita aos meus 20 anos de idade, encontrei nela o que era amar de verdade, não passei fome, não pereci de roupa, de um teto, de colégio, de amigos, mesmo sendo poucos e raros, minha saude sempre foi perfeita, embora tenho ido varias vezes ao médico e tomado comprimidos durantes longos 6 anos quase 7, mas, foi no psiquiatra, minha saúde mental não foi muito legal...
Bem, começando a contar um pouco de minha vida, um modo de desabafo e compartilhamento...
Minha biologica vou chamar de “C.B”, minha mae adotiva “E.M”... Minha mãe biologica nunca foi muito certa, quando mais jovem pulava a janela para ir em bailes, orgias, usar drogas e pixar muros, apanhava muito do meu avô, começou a trabalhar muito nova em lavoura panhando café, mas, depois acabava na cede da fazenda com o dono... Nunca esteve aí com nada, roupas eram do tipo quanto mais curta melhor. Aos 17 anos engravidou, e era eu, as orgias, drogas e bebedeira não pararam no periodo de gestação, quando meu avô descobriu espancou ela e depois pediu para que ela não saisse mais que tomasse mais cuidado, pois agora tinha um filho que ela estava carregando... Ela não aceitou, tentou abortar 2 vezes, mas, não deu certo, a primeira tentativa veio quando tinha 4 meses mais ou menos e a outra com 7 meses (segundo minha avó), nenhum deu certo e no dia 23/12/1989, ás 08 e poucas, eu Renata Jaqueline Braga nasci, no Hospital Municipal de Rio Paranaiba MG, nasci com infecção generalizada, com o coração fraco e com a respiração acelerada, mesmo com tantos problemas, minha avó conta que eu era grande e pesava quase 3kg e que o médico dizia que minha vontade de viver era grande diante do historico de minha mae biologica (minha mae biologica já foi amante dele), não era pra eu ter chegado até os 9 meses... Nasci, fui direto para a U.T.I, fiquei entubada durante um bom tempo, e minha C.B assim que estava melhor foi embora, minha vó correu e foi arrumar uma “mãe de leite”, pois eu precisava de leite materno e C.B não estava disposta a me dar... Com 2 meses eu já estava melhor e pude ir pra casa, estava gorda e forte, contam que eu não parava de rir um segundo, é como se a guerra tivesse sido conquistada, como se eu estivesse no paraíso... C.B não estava nem aí, quem cuidou e prestou atenção em tudo que eu fazia era meus tios, avós maternos...
Ahhh, lembrando, eu não sei quem é meu pai biologico, talvez isso tenha sentido, pelo historico de C.B não é de espantar que ela não saiba minha paternidade...
Eu era muito nervosa, chupava bico para ficar mordendo nele, minhas bonecas duravam pouco a única que eu não destruia por estranho e incrivel que pareça era revistas e jornal, segundo minha avó era o que me acalmava, ficava sentada por horas e horas folheando...
O tempo foi passando, fiz 1 aninho e estava super bem, não precisara voltar ao medico, nada de grave aconteceu... Com 2 aninhos C.B começou a ver quem me queria para criar, pq ela iria abrir mão de mim... Ela conheceu um cara aqui em Uberaba, o nome dele é Adão, era casado, tinha 2 filhos, ela enrolou com ele e se mudou para Uberaba, já tinha 1 tia morando em uberaba, ela foi morar com ela e me levou... mas, isso eu já tinha uns 4 anos, no inicio C.B saia com Adão e eu ficava no carro trancada até altas horas da madrugada, em porta de lanches, botecos de baixo nivel e etc...
Tudo o que eu tinha de roupa, brinquedos, material de escola era E.M (tia, irmã de C.B), o marido de E.M, no qual vou chama-lo de L.A, sempre passava na porta da casa do Adão onde C.B estava morando com ele e me via sentada no meio fio, so de calcinha, com o cabelo bagunçado e suja e segundo ele me perguntava como eu estava e eu sempre dizia que estava tudo bem e ele perguntava se eu estava feliz eu dizia que sim, muito, que so estava com fome e ele sempre corria e comprava alguma coisa pra eu comer, me levava roupas, brinquedos e livros... C.B passou a sair com Adão e me deixar trancada no quintal escuro, eu não ficava dentro da casa dele, so quando ia durmir... Na casa deles sempre havia muita gente, que bebiam, fumavam, vulgares e sei lá... E eu nunca gostei disso, era gente demais, com habitos estranhos demais, então eu sempre pegava os livros que L.A deixava pra mim e ia sentar la no portão e ficava o dia lendo... Com quase 5 anos as coisas começaram a piorar, tudo que estregava na casa do Adão era culpa minha, me lembro de uma vez, em que, na funilaria que ele é dono a filha dele estragou m arruda que estava plantada, todos falaram pram pra ele que havia sido ela, mas, ele veio e bateu muito em minha mão tenho um problema nos pulsos por causa daquele dia; naquele dia eu não chorei, mas, lembro que doeu muito e lembro que fiquei sentada conversando com o cachorro da oficina (isso não vem de agora e sim de longos anos)...
E.M e L.A sempre foram muito presentes em minha vida, mas, não sabiam do que estava acontecendo, eu nunca falava, nunca me queixava, sempre que me perguntavam eu dizia que estava tudo bem e pedia mais um livro... Mas, desde os meus primeiros aninhos percebia que meus olhos eram tristes, segundo minha mae biologica o medico disse isso quando eu tinha 1 ano e pouco de nascida, que eu não estava doente e sim triste...
Na escola eu era um demonio, porem, sempre tirava notas altas e sempre sabia de tudo, havia momentos em que eu saia correndo da sala para ficar sentada no muro olhando para o nada, em outro momento já brigava muito e sempre discutia... Sempre discutia com os professores o porque de tudo, sempre pegava livros e mais livros para ler e quando ia chegando perto do horário de acabar a aula eu ia ficando triste pois não queria voltar pra casa...
Sempre que chegava a casa C.B estava fumando e bebendo, colocava as coisas na mesa e ia sentar na calçada com o livro e esperava L.A para pegar um pão, bolacha ou quaisquer coisas que ele sempre trazia pra mim... Por mais que as coisas estivessem ruins, eu nunca quis deixar minha mãe, nunca quis abandoná-la, era isso o que eu sentia...
Com 5 anos e poucos as coisas começaram a mudar muito, as coisas na casa do Adão pioraram, nos churrascos na casa dele, começaram a ver filmes pornográficos, e o vocabulário que já era de baixo nível abaixou mais ainda... e eu não sei o porque, dessa vez não me deixavam sair para ficar na calçada, por mais que eu não entendesse aquilo que se estava passando, aquilo repugnava no meu estomago, eu queria sair mais não me deixavam, passou algumas semanas e eu tive que presenciar C.B juntamente com Adão em uma orgia, vi ela com vários homens...
Eu termino por aqui, fiquei um pouco fraca...